NO HOSPITAL

No Hospital

Deste momento eu pouco lembro o que aconteceu. Acordei em uma sala como se fosse de um hospital, deitado em uma maca e solitário naquele local desconhecido.

(…) e resolvi então descer da maca a fim de esticar as pernas um pouco, só então percebi que a maca era mais alta que o normal, e o mais interessante, estava suspensa no ar como em um espetáculo de mágicas.
Caminhei um pouco pela sala que estava vazia, com exceção da maca, e percebi um círculo esverdeado levemente iluminado embutido no chão pulsando com seu brilho entre alta e baixa luminescência. Passei ao lado dele, um pouco curioso, e como nada havia impedindo, caminhei sobre o mesmo, fui andando pela sala e ao me aproximar novamente do circulo, ele mudou sua cor para azul, e agora sem mais pulsar.
Abriu-se então dentro do círculo um buraco do qual tentei me aproximar a fim de olhar o que havia lá embaixo, mas foi impossível, pois próximo a ele agora havia uma barreira invisível e macia, mas intransponível.
Minha curiosidade logo se fez desnecessária, pois dentro do círculo começou a elevar-se um homem, e este de aparência bem estranha. Fui andando para trás e quando este senhor apareceu totalmente elevado, eu já estava grudado na parede. Sua altura era aparentemente um metro maior que a minha, sua estatura e fisionomia, embora tranqüila, causaram-me certo temor!
Ele se virou para mim, aproximou-se e falou:
- Seu medo é desnecessário, se algo ruim fosse acontecer a você, já deveria ter acontecido.
Dei-me conta de que realmente já teria acontecido e fiquei mais calmo, pois algo em sua voz fez com que eu ficasse tranquilo como se estivesse em minha casa. Falou-me algumas palavras a mais e convidou-me a acompanhá-lo e saber mais sobre onde eu estava. Acompanhei-o, ele parou sobre o círculo luminoso e começamos a descer lentamente, passando por vários andares como em um prédio. Em alguns desses andares eu via homens iguais ao que me acompanhava, às vezes passeando, outras executando alguma tarefa ou outra coisa qualquer. Eu nada sabia do que se passava neste prédio.
Então paramos em um ambiente menos iluminado e amplo, com várias dessas pessoas estranhas. Algumas sentadas, outras andando, e sempre com aquele caminhar suave, tranquilo, quase como se estivessem em câmera lenta.
Essa sala estava repleta de monitores e computadores. Pensei que aquilo só poderia ser uma instalação militar avançada e secreta de pesquisas científicas, e esse pessoal estranho deveria ser uma nova raça humana evoluída e desenvolvida neste QG.
Agora eu já estava me sentindo bem mais confiante e seguro com meu guia.
Perguntei então a ele:
- O que é isso tudo que está acontecendo? Como vocês me encontraram? Onde está a mulher que me acompanhava? Ela sofreu algum ferimento?
E a cada pergunta que eu fazia, ele somente sorria, até o momento que eu, por ausência de respostas, cansei de indagar. Ele então insistiu meio sorrindo:
- Mais alguma pergunta?
- Sim, sim, tenho mais uma. Conhecer essa mulher que estava comigo foi o melhor acontecimento que já ocorreu em minha vida, uma pessoa alegre, meiga, feliz, linda e de bem com a vida, por isso estou aflito sem saber onde ela está e eu…
- Ela está bem, está ótima, sem ferimentos, e a pergunta? – interrompe ele.
- Ela está bem? E onde ela está?
- Essa pergunta você fez anteriormente.